FC Porto reencontra-se e goleia o Leicester (5-0)

FC Porto reencontra-se e goleia o Leicester (5-0)

No último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, a vitória tornou-se fácil perante um adversário já apurado para os oitavos

FCPorto-Leicester-3Cinco golos sem resposta frente ao campeão inglês em título, o Leicester, foi o que conseguiu o FC Porto no Estádio do Dragão no derradeiro jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões , conseguindo com isso a desejada qualificação para os oitavos-de-final da competição premiada com uma boa exibição e uma vitória tão gorda quanto justa. Unindo a simplicidade à eficácia, os azuis-e-brancos, que ao longo deste jogo fizeram cinco golos em sete remates à baliza de Ben Hamer, poderão ter-se reencontrado neste triunfo, ficando agora por saber se, para além da vitória e da qualificação, o técnico portista Nuno Espírito Santo terá reencontrado um grupo de trabalho que ainda há poucos dias corria em busca de golos e vitórias.

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Para este jogo frente ao Leicester, Nuno Espírito Santo apostou num "onze" porventura previsível, no qual integrou o argelino Brahimi que terá conseguido ultrapassar um período de ostracismo a que vinha sido votado. À frente de Casillas, o quarteto defensivo era o esperado, com Maxi Pereira, Felipe, Marcano e Alex Telles, surgindo depois Danilo à frente dos centrais. Corona, Oliver e Brahimi apareciam na linha média, onde Otávio era o homem ausente por lesão, surgindo depois na frente André Silva e Diogo Jota.

Mais surpreendente ou talvez não acabou por ser a inclusão no lote dos suplentes do jovem Rui Pedro, em detrimento de Depoitre que foi relegado para a bancada, ele que no início da época chegara ao Porto como a grande aposta ofensiva dos "dragões".

Já do lado do Leicester, Cláudio Ranieri poupava 10 titulares do último jogo disputado para a Premier League inglesa, chamando para a baliza da sua equipa o terceiro guarda-redes do plantel, Ben Harmer, permitindo o descanso a elementos como Jamie Vardy e Riyad Mahrez, mas também a Robert Huth e Islam Slimani, elementos do Leicester que poderiam ser penalizados com um golo de castigo caso vissem esta noite algum cartão amarelon no Estádio do Dragão.

Com uma confiança que foi sendo reforçada com o desenrolar da partida, tudo correu bem ao FC Porto que logo aos seis minutos se adiantou no marcador com um golo de André Silva.

Os jovens jogadores do Leicester chamados neste jogo à titularidade não correspondiam às pretensões de Claudio Ranieri e se o primeiro golo portista abanou a estrutura do conjunto inglês, Corona apareceu ao minuto 26 a fazer um bom segundo golo, e Brahimi, sobre o intervalo, fez um golo de enorme qualidade, de calcanhar após cruzamento de Maxi Pereira, a derrubar as últimas resistências do Leicester.

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Regressada do intervalo a vencer por 3-0, a equipa do FC Porto pôde manter uma clara superioridade sobre um Leicester que este ano se encontra a anos luz daquilo que conseguiu na última época, e que neste jogo esteve uns furos ainda mais abaixo da fraca qualidade que tem evidenciado esta temporada.

Casillas foi sempre um guarda-redes sem grande trabalho enquanto que, na frente, a eficácia do ataque portista continuava a manifestar-se com mais golos. Ao minuto 64, e depois de ter sido travado em falta por Drinkwater dentro da grande-área do Leicester, o jovem André Silva bateu a correspondente grande penalidade batendo a bola para a esquerda do guarda-redes que caiu para o seu lado direito, ficando a equipa da casa em vantagem por 4-0.

Por fim, aos 77 minutos, Diogo Jota, com espaço dentro da grande área do Leicester, teve tempo para armar o remate de pé direito, sem oposição, para conseguir o quinto e derradeiro golo do FC Porto neste jogo, uma partida que selou a qualificação dos "dragões" para os oitavos de final da Liga dos Campeões e a deixa na condição da equipa portuguesa que esta época mais ganhou em dinheiros de prémios da UEFA pela carreira na Liga dos Campeões.

Nuno Espírito Santo ainda teve a oportunidade de tirar das quatro linhas André Silva para que este pudesse receber os aplausos das bancadas do Estádio do Dragão e fazer entrar em campo o jovem Rui Pedro, o tal que eclipsou Depoitre. O jogo chegou ao final sem mais golos, o mau momento que ainda há poucos dias se viveram na Invicta em redor da equipa azul-e-branca pertencem já à história da temporada e ao FC Porto resta agora tirar o melhor partido desta goleada, assim os resultados continuem a aparecer.

texto: José Andrade
fotos: ©UEFA 

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