FC Porto “empurrado” na goleada ao Tondela

FC Porto “empurrado” na goleada ao Tondela

Após uma primeira parte difícil, uma grande penalidade e a expulsão de Osório deixaram tudo mais fácil para os “dragões”

FCPorto-Tondela-01Quando um jogo termina com a equipa claramente favorita ao triunfo a vencer a sua contrária por 4-0 poderá dizer-se que se cumpriu a lógica. Só que no futebol a lógica é uma mera batata , carcomida ou até mesmo apodrecida pelo tempo e pelos erros e vícios que entre nós se perpetuam no tempo. Isto vem a propósito do triunfo do FC Porto, vice-líder do campeonato (depois deste jogo ficou na frente mas à espera do que se irá passar no embate do Benfica em Braga), que perante o último classificado, o Tondela venceu por 4-0, um resultado que à partida seria por si só esclarecedor do que se passou em campo... mas não foi.

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Na verdade, o embate entre dragões e beirões foi particularmente condicionado pelo que se passou em pouco mais de três minutos no final do primeiro tempo, e já depois do Tondela ter mostrado argumentos que deixavam clara a convicção de que poderia pelo menos assustar o poderoso adversário.

Em cima do minuto 45, uma grande penalidade inexistente que só o árbitro Luís Ferreira conseguiu descortinar permitiu ao FC Porto desbloquear o marcador e dois minutos depois, já no período de compensação, o mesmo juiz Luís Ferreira conseguiu transformar uma agressão sobre Osório, o homem do Tondela que vira pouco antes o primeiro cartão amarelo, numa alegada falta deste merecedora de novo cartão. Em dois ou três minutos, o Tondela passava assim de uma situação de luta pelo equilíbrio, para uma desvantagem no marcador e no jogo, saindo para o intervalo sabendo que teria que disputar a segunda metade da partida em inferioridade numérica.

A perder ao intervalo e com apenas 10 elementos, o Tondela, naturalmente, perdeu a capacidade de surpreender o adversário, acabando por ter como missão prioritária a defesa da sua baliza e a minimização do prejuízo.  Do outro lado, o FC Porto, com a tranquilidade conferida pelo golo que lhe deu vantagem no jogo, e consciente de que o adversário estava agora mais frágil, permitiu um incremento de confiança determinante para a forma como o resultado foi sendo construído a partir daquela altura.

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Se o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio entre as duas equipas, a segunda metade do jogo foi de inteiro domínio do FC Porto que construiu então uma vantagem fundamentada com golos bonitos que acabaram por permitir o tal resultado convincente. Para além do golo de grande penalidade apontado por André Silva, que assim regressou aos golos, Ruben Neves fez também um golo com um qualidade ímpar, indefensável  para Cláudio Lopes, Soares assinou o terceiro golo do jogo, no terceiro encontro em que alinhou com a camisola azul-e-branca e em que marcou sempre (leva já quatro golos de dragão ao peito), terminando o jogo com o quarto golo apontado por Diogo Jota, o homem que entrou ao minuto 64 por troca com Soares e que fecho a contagem nos 4-0.

O FC Porto fica assim, ainda que provisoriamente, à frente da Liga NOS, com dois pontos de vantagem sobre o Benfica mas com menos uma partida, isto porque os “encarnados” jogam apenas este domingo no terreno do Sporting de Braga, o quarto classificado do campeonato. Entretanto, e ultrapassado este jogo com o Tondela, os “dragões” podem agora apontar atenções e baterias para a recepção aos italianos da Juventus, em jogo da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, no Estádio do Dragão na próxima quinta-feira.

texto: José Andrade
fotos: ©FC Porto

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