Benfica garante final da Taça de Portugal

Benfica garante final da Taça de Portugal

Frente ao Estoril Praia, e depois de ter ganho por 2-1 na Amoreira, o Benfica suou para empatar por 3-3 e garantir a presença no Jamor

 JPT2812Benfica e Estoril Praia empataram esta quarta-feira no Estádio da Luz (3-3), em jogo da segunda-mão das meias-finais da Taça de Portugal no qual os "canarinhos" deram luta até ao fim , tendo mesmo estado à beira de terem conseguido que houvesse "taça" na Luz, na expressão usada quando há "tomba-gigantes" nesta competição.

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Os "encarnados" até eram mais do que favoritos depois de terem vencido em casa do adversário, mas a turma estorilista, que nem sequer entrou bem no jogo, acabou por marcar primeiro, à passagem da meia-hora, transformando-se o jogo a partir dali num excelente espectáculo, com parada e resposta, muitos golos, e também algum nervoso miudinho nos adeptos do Benfica, que perceberam que a sua equipa tem que dar mais se quiser chegar aos objectivos da época, nomeadamente a conquista do título.

À partida, o Benfica começava desde logo por surpreender pelas escolhas do técnico Rui Vitória, que apresentou um "onze" sem pontas-de-lança, deixando Jonas no banco, isto quando Jimenez e Mitroglou estavam impedidos de alinhar neste jogo, alegadamente a recuperarem de de lesões. Assim, com Júlio César entre os postes, a defesa foi neste jogo formada por André Almeida, Lisandro Lopez, Lindelof e Grimaldo. No meio campo, Filipe Augusto e Samaris procuraram organizar o jogo dos "encarnados", com Zivkovic e Carrillo nas alas a servirem Rafa Silva e Franco Cervi como os homens mais adiantados.

Contra este onze, o técnico do Estoril, Pedro Emanuel, construíu uma equipa batalhadora e com alguns elementos particularmente velozes, que se revelaram capazes de bater o pé de igual para igual, dificultaram o mais possível a vida aos "encarnados", chegando mesmo a estar bem perto de conseguir o que seria impensável para muitos, a eliminação do Benfica na final da Taça de Portugal. Bruno Gomes, o avançado brasileiro que chegou ao Estoril proveniente do Génova, de Itália, acabou por ser o melhor homem em campo, tenso assinado dois dos três golos do Estoril Praia, o primeiro dos quais logo a abrir a contagem, aos 31 minutos.

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Dois minutos depois do golo do Estoril, o Benfica repôs a igualdade, com Carrillo a assinar o seu primeiro golo nesta competição, avançando o jogo para o intervalo com as duas equipas empatadas e tudo em aberto em relação ao desfecho da eliminatória. A equipa da casa continuava a ser favorita até porque vinha de uma vantagem da primeira mão com o triunfo por 2-1 na Amoreira. Todavia, um golo do Estoril Praia poderia simplesmente empatar tudo, e a verdade é que esse golo apareceu mesmo, e logo no primeiro lance do segundo tempo. Numa distração imperdoável, depois da saída de bola para o Benfica, André Almeida deu para trás mas não contou com a pressão de Bruno Gomes que ganhou a posse de bola, deu para a entrada da área onde apareceu Carlinhos em corrida e este rematou a contar, surpreendendo o guarda-redes Júlio César que não teve como evitar o segundo golo estorilista.

Com o terceiro anel encerrado em face da assistência neste jogo naturalmente menor do que nos jogos do campeonato, apenas algumas dezenas de adeptos do Estoril Praia conseguiam ainda assim fazer a festa perante o facto da sua equipa ter conseguido surpreender o Benfica e empatar a eliminatória. Foi assim preciso esperar até ao minuto 54 para que surgisse novo golo, agora de novo para o Benfica, por Zivkovic, num golo fantástico, com um remate a levar a bola ao segundo poste colocando-a "na gaveta" da baliza do Boavista sem possibilidade de defesa para o guarda-redes Luís Ribeiro.

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O jogo estava ainda assim longe de estar decidido e Rui Vitória precisava de recorrer aos seus "trunfos" de maior valor no banco de suplentes. Entrou assim em campo o brasileiro Jonas, por troca com Rafa Silva ao minuto 69, pouco depois o resultado desta alteração funcionava para o Benfica, com o terceiro golo dos "encarnados", apontado exactamente por Jonas ao minuto 72, na resposta a um lance iniciado por Zivkovic com a assistência para o golo a ser feita por Cervi.

O Benfica vencia agora por 3-2 e tinha tudo para segurar a vantagem que lhe daria a vitória no jogo e na eliminatória, mas o Estoril estava mesmo apostado em complicar a vida ao campeão nacional e Bruno Gomes, de novo ele, voltava a marcar para os "canarinhos" em casa do campeão nacional, empatando o jogo e deixando a formação forasteira a um golo de conseguir virar o resultado e a eliminatória, causando claramente o que seria realmente a surpresa nesta competição.

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A oito minutos do fim, Pedro Emanuel joga o seu derradeiro trunfo, chamado ao jogo Kléber para o lugar de Aílton, e pouco depois, ao minuto 88', o brasileiro emprestado pelo FC Porto quase conseguia o golo que daria o apuramento aos "yellows", acabando por ser Grimaldo a defender com o corpo uma bola que seguia já para dentro da baliza dos "encarnados".

O jogo terminava pouco depois com o empate a três golos e o apuramento do Benfica para a final do Jamor, onde irá defrontar o Vitória de Guimarães, repetindo a final de 2013 quando os vimaranenses, então orientados por Rui Vitória, venceram por 2-1. Agora a história prepara-se para ser escrita de novo, ficando por saber o desfecho de tal final. 

texto: Jorge Reis
fotos: João Trindade 

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