“Mitrogolo” valeu mais três pontos ao Benfica

“Mitrogolo” valeu mais três pontos ao Benfica

No terreno do Moreirense, os "encarnados" conquistaram importantes três pontos com mais um triunfo ainda que pela vantagem mínima (0-1)

Moreirense-Benfica-01Um golo do avançado grego Mitroglou à beira do intervalo, à passagem do minuto 42, deu três importantes pontos ao Benfica desta vez no terreno do Moreirense , num jogo marcado por alguns casos, nomeadamente uma agressão do grego Samaris a um jogador da turma de Moreira de Cónegos, Dramé, que antes se havia abeirado de Samaris com um encontrão claramente escusado. O certo é que Samaris não conteve e respondeu, socando Dramé na zona abdominal, uma situação registada pelas câmaras televisivas mas que o árbitro Tiago Martins não viu e por isso não sancionou.

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A actuação de Tiago Martins, aliás, havia já si manchada por outros erros, um dos quais com influência directa no resultado quando, ao minuto 40, assinalou uma suposta falta de Dramé sobre Nelson Semedo que na verdade não existiu. O homem do Moreirense entrou de forma impetuosa no corte da bola, mas a verdade é que toca apenas na bola, acabando o defesa lateral direito do Benfica por cair levando o árbitro a assinalar uma falta que não existiu e, porventura mais grave, a mostrar um cartão amarelo a Dramé. Na transformação do pontapé livre, Petit cruzou a contento para o interior da grande-área do Moreirense onde apareceu Mitroglou a saltar para um cabeceamento perfeito e o consequente golo.

O Benfica ia assim para o intervalo em vantagem no jogo depois de um primeiro tempo sem grandes oportunidades de golo para qualquer uma das equipas, dando corpo esta vantagem tangencial a um domínio territorial e à maior posse de bola que os "encarnados" conseguiram até então. Rui Vitória, no entanto, precisava de mexer na equipa que em Moreira de Cónegos surgiu porventura com o seu melhor "onze", com Ederson na baliza, Nélson Semedo, Luisão, Lindelof e Grimaldo no quarteto defensivo, Fejsa a regressar à posição seis na equipa benfiquista, ainda uma linha média com Petit ao meio ladeado por Sálvio e Rafa Silva, no apoio aos dois homens mais adiantados, a dupla ofensiva formada por Jonas e Mitroglou.

E se o grego cumpriu, já o brasileiro esteve muitos furos abaixo do que já mostrou ser capaz, acabando no segundo tempo por dar o seu lugar a Jonas quando o Benfica precisou de "aferrolhar" o seu meio-campo. Utilizados por Rui Vitória foram ainda Zivkovic e Cervi, que entraram também no segundo tempo para trocas "homólogas" no terreno de jogo, para os lugares de Sálvio e Rafa Silva.

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Do lado do Moreirense, alguns elementos estiveram em particular evidência, como o já aqui referido Dramé, sempre uma seta apontada à baliza do Benfica, mas também Neto, Boateng e Cauê. O guarda-redes Makaridze conseguiu ser sempre um obstáculo eficaz para o a turma de Moreira de Cónegos contra o Benfica, havendo ainda a destacar a prestação do defesa lateral central Diego Ivo, um jogador possante que soube quase sempre colocar o "armário" a tapar os caminhos para a grande-área da baliza de Makaridze.

No segundo tempo, depois do Moreirense ter pressionado o último reduto do Benfica e ter mesmo perdido uma ou outra oportunidade flagrante, como aquela que surgiu ao minuto 68 quando Dramé ofereceu um golo certo a Neto com este a rematar sem qualquer nexo, enviando a bola por cima do travessão da baliza de Ederson, o Benfica resolveu então chamar a si o domínio do meio-campo, com a entrada de Samaris, terminando a partida com o triunfo da turma visitante. Pelo meio o já referido "caso" entre Dramé e Samaris, mas também um cartão amarelo que foi perdoado a Saré, ao minuto 86, numa carga sem bola a Cervi. O árbitro viu a carga, cometida sem bola, assinalou o castigo, mas deixou no bolso o cartão que seria o segundo para Saré e o consequente vermelho.

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O Benfica, ao vencer este jogo, voltou assim a saltar para a frente do campeonato, de novo com um ponto de vantagem sobre o FC Porto, mas as dificuldades sentidas pelos "encarnados" para ultrapassar o Moreirense deixaram à evidência que o Benfica precisa de fazer muito mais para segurar a vantagem mínima sobre o seu adversário directo na luta pela conquista do título nacional na Liga NOS.

Já o Moreirense, que na próxima jornada terá que defrontar o Nacional, encontra-se à beira da linha de água e pode mesmo cair para a zona de despromoção, nomeadamente se for batido pelo conjunto madeirense na Choupana no próximo dia 17 de Abril. Até lá, resta aos homens de Moreira de Cónegos, agora treinados por Petit, acreditarem que podem fazer mais e melhor nos seis jogos que faltam para o final do campeonato.

texto: José Andrade
fotos: reprodução ©Twitter 

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