Missão cumprida... vamos a caminho senhor Putin!

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Portugal venceu a Suíça (2-0) na Luz, cumpriu o que se esperava da Turma das Quinas, e carimba dessa forma o passaporte para a Rússia

 1LM2038Um autogolo do central Djourou ao minuto 42, face à pressão de João Mário após cruzamento de Eliseu, e novo golo de André Silva ao minuto 57, permitiram a Portugal o obrigatório triunfo sobre a Suíça no derradeiro jogo do Grupo B da fase de qualificação para o Mundial da Rússia em 2018. Depois de terem perdido no primeiro jogo desta fase, exactamente sobre a Suíça, os comandados de Fernando Santos estavam obrigados a vencer se quisesses garantir a qualificação directa, algo particularmente difícil se pensarmos que tinham pela frente um adversário que chegava ao Estádio da Luz com nove vitórias nos nove jogos disputados. Portugal acreditou, teve mais bola, mais domínio territorial, e mesmo sem uma exibição brilhante mereceu por absoluto esta vitória perante mais de 60 mil adeptos nas bancadas do Estádio da Luz.

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Para este jogo, o seleccionador Fernando Santos mostrou-se de algum modo conservador, apostando num "onze" formado por jogadores com tarimba, deixando no banco algumas "cartas" menos rodadas mas ainda assim capazes de serem jogadas a meio da partida, e relegando para a bancada o centro Neto, mas também o jovem Bruno Fernandes, ele que aparece como uma enorme promessa do futebol português e, quem sabe, com lugar garantido para o Mundial da Rússia.

Para já, na Selecção lusa, os titulares nesta partida foram aqueles de quem se esperava a capacidade de ultrapassar a Suíça, com Rui Patrício entre os postes, a defesa formada por Cédric, José Fonte, Pepe e Eliseu, ainda o médio William Carvalho na chamada “posição seis” para a ligação como uma linha de três elementos com João Moutinho no meio, Bernardo Silva à direita e João Mário à esquerda, e ainda Cristiano Ronaldo e André Silva como os homens apontados à baliza à guarda de Ian Sommer.

Nota ainda para a presença no banco de suplentes de elementos como Ricardo Quaresma, Nelson Semedo, Renato Sanches, Gonçalo Guedes ou Éder, este último a ser o jogador mais ovacionado pelo público na Luz logo depois dos aplausos a Cristiano Ronaldo. Curiosamente, as opções de Fernando Santos, ao longo da partida, não iriam recair em nenhum destes elementos, acabando por ser chamados ao jogo Antunes, André Gomes e Danilo Pereira.

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Do lado da Suíça, o seleccionador Vladimir Petkovic apostou para este jogo no guarda-redes Yann Sommer, com a defesa formada pelo capitão Lichtsteiner no lado direito, ainda com Schar e Djourou no eixo e Ricardo Rodriguez para o corredor esquerdo. Xhaka, Freuler e Dzemaili formaram a linha média, atrás de um trio mais adiantado com Shaqiri e Mehmedi nas alas e o benfiquista Seferovic a procurar entrar pelo meio até Rui Patrício, tudo isto num jogo dirigido pelo árbitro turco Cüneyt Çakir, auxiliado por Bahattin Duran e Tarik Ongun.

Com estas pedras de xadrez no tabuleiro da Luz, foi Portugal quem começou por dominar o arranque da partida, instalando-se no meio-campo helvético no primeiro quarto-de-hora, prometendo um jogo pressionante sobre a baliza de Yann Sommer. O lado direito da Turma das Quinas foi sempre aquele que desenvolveu mais e melhor jogo, com Cédric a combinar muito bem com Bernardo Silva, sem dúvida um dos melhores elementos em campo.

Do outro lado, Eliseu e João Mário procuravam responder ao mesmo nível no corredor esquerdo, mas o médio do Inter acabava quase sempre por fletir para o corredor central, levando a Portugal não tivesse pela esquerda a mesma profundidade que conseguiu quase sempre pelo corredor direito. Aliás, a tendência do jogo interior por parte de João Mário levou a que muitos cruzamentos de Cédric para o segundo poste junto à linha de fundo se perdessem quase sempre sem que ninguém estivesse lá para responder, isto porque não havia quem recebesse a bola naquele local.

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Perto da meia-hora do jogo a Suíça conseguiu finalmente agarrar o jogo, ainda que a espaços, acabando por equilibrar a partida, mesmo sem conseguir criar grandes oportunidades de grande perigo para Rui Patrício.

Portugal mantinha-se mais consistente, e mesmo com Cristiano Ronaldo a assinar uma exibição sem grande chama, Portugal fez mesmo um primeiro golo num lance construído pelo lado esquerdo, aquele que vinha sendo o menos produtivo e nada esclarecido. Aliás, o próprio lance do golo foi algo atabalhoado, acabando por ser o central suíço Djourou a meter a bola na sua própria baliza quando Eliseu tentou assistir João Mário na pequena-área helvética. Yann Sommer saiu da linha de baliza para interceptar a bola, João Mário ficou entre Sommer e Djourou, e acabou por ser este último a dar o toque que ditou o primeiro golo do jogo e para Portugal.

O público, mais de 60 mil adeptos segundo os números oficiais da Federação Portuguesa de Futebol (61.566), que por esta altura faziam a festa e a “ola” mexicana nas bancadas, exultaram em alegria, com as objectivas dos fotógrafos a concentrarem-se nos familiares de Cristiano Ronaldo, nomeadamente a sua namorada Georgina mas também a sua mãe Dolores Aveiro, de quem se diz andarem “de candeias às avessas”. Outra presença que não passou despercebida no Estádio da Luz foi a de Madonna, cada vez mais incontornável no dia-a-dia de Lisboa, ela que, com o seu filho David Banda, vibrou com Portugal e aplaudiu os golos e as melhores jogadas de CR7 e seus pares.

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Ao intervalo, Portugal garantia assim a vantagem no marcador e tinha tudo para vencer este difícil adversário, cumprindo o desejo dos portugueses e fazendo valer afinal o favoritismo da selecção que transporta consigo o título de Campeão Europeu de futebol conquistado em 2016 em França.

Fernando Santos mantinha o "onze" e não reagia à primeira alteração imposta pelo seleccionador helvético, que apostou no veloz Zakaria, médio dos alemães do Borússia Monchengladbach, que entrou para o lugar Freuler. Seria assim com os elementos que entraram de início que seria construído o segundo golo do jogo, ao minuto 62, apontado por André Silva depois de um excelente lance de futebol, com João Moutinho a fazer um passe magistral para Bernardo Silva, este a responder igualmente com elevado nível no passe para André Silva, e o avançado de Portugal a ter tempo para controlar a bola antes de bater para o golo na baliza de Sommer.

Estava feita a vantagem agora definitiva, com Portugal a conseguir justificar a vitória que poderia ter sido construída com mais um golo ao minuto 80, quando Cristiano Ronaldo perdeu uma oportunidade soberana. Isolado em frente a Yann Sommer por um passe de João Mário para as costas da defesa helvética, o capitão de Portugal tentou rodear o guarda-redes suíço mas este conseguiu roubar a bola literalmente dos pés de Ronaldo, deixando este particularmente frustrado pelo falhanço, num lance que acabou por ilustrar a exibição pouco vistosa nesta partida por parte de CR7.

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O jogo viria a terminar com a selecção de Portugal a tentar servir aquele que poderia ser o golo para Cristiano Ronaldo, algo que ficou claro no último lance da partida com Bernardo Silva, o melhor jogador em campo, a tentar encontrar espaço entre três adversários para fazer a assistência para o capitão de Portugal, um passe que não apareceu porque CR7 não conseguiu o melhor espaço para receber a bola. O árbitro, quase de seguida, apitou para o final do jogo, permitindo afinal a festa aos portugueses nas bancadas, com os jogadores a formarem um círculo no centro do terreno erguendo uma enorme bandeira de Portugal. De forma espontânea, o Hino de Portugal voltou a ser entoado pelos mais de 60 mil adeptos, num momento lindo que permitiu o melhor final deste jogo, mas também e porque não desta fase de qualificação para a Turma das Quinas.

No próximo ano, Portugal lá irá apresentar cumprimentos a Vladimir Putin, e quem sabe fazer novo birlharete no Mundial a exemplo do que conseguiu no Europeu de França em 2016. Sonhar não custa, ter fé também não, e entre um e outro sentimento, resta-nos acreditar nas capacidades dos comandados de Fernando Santos, num grupo de trabalho que nos meses que nos separam de presença na Rússia terá tempo e espaço para ser renovado mais ou menos pontualmente, com jogadores como Gelson Martins, Bruno Fernandes, Raphael Guerreiro ou outros que possam surgir em momentos de forma positivos a justificaram a aposta do seleccionador nacional. Até lá... nós acreditamos!

texto: Jorge Reis
fotos: Luís Moreira Duarte 

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